Revista “Seleções”

0

Posted by Zica | Posted in Aconteceu com os outros, Aconteceu comigo, Bizarro, Bêbados, Cotidiano, Fala que eu te escuto, História de pescador, Ouvindo conversa alheia... que feio, Papos de Busão, Rapidinhas, Sem noção, Sentimental... de vez em quando, Sexo, Velhinhos ou Véios | Posted on 19-08-2010

Tags: , , , , , , , , , ,


Tava fuçando no meu blog, procurando algum texto legal… e eu confesso que acabo rindo sozinha com algumas coisas (aliás, theversas). Compartilho com vocês uma pequena lista de alguns que eu adoro… sem lista cronológica. Divirtam-se! E façam suas críticas, é lógico!


Volta pro Mar Oferenda!

Cada Pergunta…

Des… naturado

Ui Guerreira!

Não tá vendo não?

O veneno

O veneno II

Esperar sem conversar não dá

Sociologia ou Astrologia?

Quando sua babá vira puta

Tudo devido ao açúcar

Minha vó Ana

Tudo sussi

Bailão Saanga XV – chão de mola

O bombado

Bailão II

Como arruinar seu relacionamento

Adquira um produto de qualidade

A florzinha

A diarista

A miséria

E o cachorro quente?

0

Posted by Zica | Posted in Bêbados, Fala que eu te escuto | Posted on 18-08-2010

Tags: , , , , ,

Sábado. Oito horas da manhã. Enquanto Zica ainda tenta assimilar que está realmente no trabalho, chegam dois rapazes alcoolizados no balcão da recepção:

Bebado I: – Moça, a gente quer um quarto.
Bebado II: – Ih cara, aqui deve ser caro.
BI: – Que nada, eu tenho dinheiro.
BII: – Beleza então.

Zica passa os valores, o rapaz cambaleante procura sua carteira e entrega o cartão:

BI: – Pode passar no crédito.
Zica: – Ok.
BI: – A senha tem quantos números?
ZI: – Depende do seu banco. Alguns são quatro, outros seis.
BI: – Hmmmmmmmmmmmm…

Ele tenta digitar a senha duas vezes. Antes de errar novamente, Zica avisa que o cartão será bloqueado:

BI: – Eu não erro não, moça. Se eu não conseguir passar esse cartão, eu tô fud****.
BII: – Cara, vamo embora. Você tá muito bêbado pra saber até sua senha.
BI: – Que embora nada. Eu não vou conseguir dirigir assim. A gente não comeu ninguém, cara. Não comemos nada! Nem aquela gordinha. Nem cachorro quente a gente comeu! Pelo menos dormir eu vou.

Finalmente, ele consegue acertar a senha e os dois sobem para o apartamento. E ficaram sem o cachorro quente…

Na fila do mercado

0

Posted by Zica | Posted in Cotidiano, Fala que eu te escuto, Ouvindo conversa alheia... que feio, Velhinhos ou Véios | Posted on 17-08-2010

Tags: , , , ,

Zica vai ao mercado e a fila pro caixa rápido é gigante. Quando está quase chegando perto, chega uma senhora e fala com a moça que está atrás de Zica:

Velha Folgada: – Moça, deixa eu passar na frente.
Moça detrás: – Como?
VF: – Deixa eu passar na frente que eu tenho só o pão e a banana pra pagar.
MD: – Ah não.
VF: – NÃO? Como não?
MD: – Minha senhora… tem fila pra idoso ali ó. Eu estou esperando há muito tempo.
VF: – Você é muito mal educada. Você também vai ficar velha.
MD: – Eu sei disso. E a senhora é muito folgada.

Depois que a velha sai e vai pra fila preferencial, que também está grande, a moça resmunga:

MD: – Velha folgada. Capaz que eu ir dar meu lugar na fila. Eu trabalhei o dia inteiro… ela tá passeando.

Eu sei que eu vou pro inferno por pensar assim… mas eu faria a mesma coisa.

Pulando a cerca

0

Posted by Zica | Posted in Bizarro, Sem noção | Posted on 13-08-2010

Tags: , , , , , , , ,

Em frente ao hotel onde Zica trabalha, tem uma academia. Geralmente, perto da hora do almoço e lá pelas três da tarde, o pessoal tem aula de axé (entenda-se funk também). Enfim, para sacolejar o corpo e queimar theversas calorias. A sala que abriga esta aula é virada para a rua e é toda de vidro, ou seja, os garotos, rapazes, homens e velhinhos que trabalham por ali e passam pela rua reparam na bunda roupa das meninas, na cor da legging, na maquiagem e no cabelo… essas coisas.

Dias desses, a aula estava rolando. Créu. Velocidade cinco. Os companheiros de trabalho de Zica estavam prestando atenção na roupa das moças, quando o porteiro falou:

Capitão Porteiro: – Essas moças sabem que todo mundo tá olhando e fazem a aula com mais vontade ainda.
Mensageiro tímido: – Pois é…
CP: – Fazem isso pra provocar mesmo…
Zica (em tom de brincadeira, claro): – Ei, Porteiro, o senhor é casado. Não pode ficar aí olhando as moças não.
CP: – Sou casado mas não tô morto.
ZI: – E eu achando que o senhor fosse um homem sério…
CP: – Eu sou sério, não sou bobo. Eu vou aproveitar minha vida enquanto eu posso. Pra que eu vou ter uma mulher só, se tem tantas aí sozinhas?
ZI: – Quer dizer que você pula a cerca, é?
CP: – Eu pulo até muro se for preciso.

Santa honestidade

2

Posted by Zica | Posted in Bêbados, Fala que eu te escuto | Posted on 09-08-2010

Tags: , , , , , , , ,

Sábado. Sete e meia da manhã. Um rapaz ligeiramente embriagado desce de um táxi na frente do hotel e passa pela recepção. Depois de uns cinco minutos, no máximo, ele volta, cambaleando:

Médico: – Cadê o taxista que me trouxe aqui?
Zica: – Hã?
ME: – Um taxista acabou de me deixar aqui. Ele já foi?
ZI: – Acredito que sim…
ME: – (batendo no balcão da recepção, como se fosse um bar e gritando) Filhodaputa! Itapirocanodocaralho! Viadodosinferno! Meu celular!
ZI: – O_o
ME: – Moça, tem que achar o taxista! Meu celular custa três mil reais!
ZI: – Era taxista de alguma rádio táxi?
ME: – E eu vou lá saber? Só peguei o táxi na frente da danceteria super famosa. É igual aquele ali, laranja.
ZI: – Todos os táxis são laranja…
ME: – Eu preciso achar esse cara. Dá uma ligada no meu celular, quem sabe ele atende.

Zica tenta ligar algumas vezes, sem resposta. O rapaz senta no sofá, espera um pouco e depois volta:

ME: – Achei o cartão! Olha aqui! Achei o cartão com o nome dele. Liga lá.
… (ligando… )
ME: – Tomás? Tomás, é o Médico. É, o médico que você trouxe aqui no hotel. Escuta, eu esqueci meu celular no táxi. Tem como você trazer aqui? Não, não, vem agora Tomás.
ME: – Moça, ele vai trazer meu celular aqui. Vou até dar uma recompensa pra ele.

Uma hora depois, o Sr. Tomás ainda não tinha vindo ao hotel. Um pouco desesperado, o rapaz pede que Zica ligue novamente:

ME: – Tomás, é o Médico de novo. Cara, eu tô te esperando. Vem logo pra cá. Quê? É, o celular é bom sim, mas não é seu. Olha, se você vier agora, eu te dou cinqüenta reais, mas tem que ser agora. Tá, tá bom.

Mais uns quarenta minutos, finalmente o taxista aparece e devolve o celular. O rapaz ainda volta para contar o desfecho:

ME: – Desculpa aí, viu moça? Eu fiquei meio alterado, mas é que esse celular é muito caro pra ficar na mão de um desgramado desses. E olha que a gente ainda ficou conversando de honestidade no caminho. Ele queria me cobrar cem reais! Eu falei que pagava cinqüenta se ele viesse aquela hora, ele demorou mais de quarenta minutos.

ZI: – Hmmmmmmmmmm…
ME: – E eu sou médico. Aí falei pra ele: “a gente ainda vai se ver pelo caminho, Tomás. Sabe que eu sou médico, né? Um dia você vai precisar de mim”.

Claro que a atitude do taxista foi totalmente errada e só mostra como existem brasileiros que nos dão má fama. Mas, o que tem a ver ser médico?

Favor dirigir-se ao balcão ao lado

0

Posted by Zica | Posted in Cotidiano | Posted on 06-08-2010

Tags: , , , , , , ,

Dia desses, na hora de voltar pra casa após o trabalho, Zica resolveu fazer cachorro quente. Como já tava perto do ponto de ônibus, passou num mercado no caminho. Salsicha, batata palha, tem em todo lugar, né? Não…

Zica olhou na parte dos congelados, nada de pacote de salsicha. Foi até o açougue:

Zica: – Moça, tem salsicha?
Atendente Simpática: – É na padaria.

Vai na padaria:

Zica: – Moça, tem salsicha?
Outra atendente simpática: – Se não tiver ali na geladeira, não tem mais.

Zica pergunta pro rapaz que está colocando bolachas na prateleira e ele diz que não tem não. Zica pergunta se tem batata palha. Isso ele não sabe…

Na hora de passar no caixa, só com o pão francês e um suco, Zica conversa com a caixa:

ZI: – Moça, posso fazer uma reclamação?
Caixa: – Não.
ZI: – Não?!
CA: – Não. Se quiser reclamar, tem um papel ali que você preenche ou você pode esperar o gerente voltar, mas acho que ele demora uns vinte minutos. É ele que escuta reclamação. A gente não.

Ahhhhhhhhhh… vai eu falar assim com alguém lá no hotel… aham.

Aproveite a oportunidade para oferecer seu lugar.

4

Posted by Zica | Posted in Bizarro, Cotidiano, Fala que eu te escuto, Ouvindo conversa alheia... que feio, Sem noção, Velhinhos ou Véios | Posted on 31-07-2010

Tags: , , , , , , , , , , ,

Eu nunca, nunca mesmo sento em “bancos reservados aos idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou pessoas com crianças de colo”. Não sento para não ter que “oferecer” o lugar depois.

Trabalho durante sete horas e vinte minutos em pé e só sento no horário do intervalo (saio de casa às seis e pouco da manhã). E podem me chamar de chata, mas tem uns senhores (e isso inclui as mulheres) muito folgados.

Esses dias, eu saí para trabalhar e estava um senhor no ponto de ônibus. Seis e dez da manhã. Onde um aposentado vai a essas horas? Enfim…

Quando eu estava voltando no final do dia, quase seis da tarde, o mesmo senhor estava no ponto de ônibus também para voltar ao bairro. Ele reclamava da demora do ônibus, do quanto um velho sofria no Brasil com discriminaçao. Pois bem, quando o ônibus chegou, o senhor sentou num dos bancos da frente, de cor normal, NÃO reservado. E começou a conversar com uma moça que sentou ao lado dele:

Velho Folgado: – Hoje eu saí de casa bem cedinho.
Moça: – Ah…
VF: – Aproveitei o dia para passear. Fui pra Cidade do Lado Esquerdo, pra Cidade do Lado Direito, fui pra Cidade do Lado Sul e do Lado Norte. Andei pra lá e pra cá o dia inteiro.
MO: – E o que o senhor tanto foi fazer de um lado pro outro?
VF: – Nada. Só aproveitei que não pago passagem. A gente aposentado não pode ficar em casa não, tem que se mexer. Se fica em casa vendo televisão, logo morre. Por isso que eu saio de casa.
MO: – Ah tá.

Enquanto a gente levanta cedo, trabalha o dia inteiro e PAGA pela passagem de ônibus, existem theversos véios (porque existe uma diferença muito grande entre velhinhos e véios*) folgados que não fazem nada o dia inteiro e ainda tomam o lugar de outra pessoa no ônibus.

Pode parecer muita ruindade falar isso, mas tem véias que vão na ginástica no centro de convivência do bairro e elas vão… DE ÔNIBUS! Se estão indo para a ginástica e é perto de casa, por que não vão caminhando? Ou pelo menos sentem no banco reservado.

Diferenças básicas de velhinhos e véios:

Velhinho – fila gigante no ponto de ônibus. Velhinho chega e PERGUNTA se pode ficar no primeiro lugar da fila. Afinal, ele vai sentar de qualquer jeito no banco reservado.
Véio – fila gigante no ponto de ônibus. Véio empura a primeira pessoa da fila, entra no ônibus e senta no banco de cor normal.
Velhinho – quando não há bancos reservados disponíveis, espera que alguém dê o lugar.
Véio – manda quem está sentado sair logo do lugar, afinal, ele é véio.
Velhinho – Chega na fila do médico, mercado, banco, etc e espera que a atendente o chame primeiro. Afinal, ele VAI ser atendido primeiro.
Véio – passa na frente de todos e gruda em quem está no caixa, fungando no cangote para apressar e diz que tem prioridade, porque é véio.

Aqui, o sistema de som dos ônibus anuncia: “bancos preferenciais são reservados aos idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou pessoas com crianças de colo. Se você está sentando num desses bancos, aproveite para oferecer seu lugar”. E quando o véio senta no banco de cor normal, a gente faz o quê?

Poblema? Problema? Pobrema?

4

Posted by Zica | Posted in Bizarro, Ouvindo conversa alheia... que feio | Posted on 16-07-2010

Tags: , , , , ,

Eu achei que eu já tivesse contado isso aqui há muito tempo, mas não achei o texto. Então, acho que já contei pra todos os meus amigos, menos no blog.

Um amigo meu ouviu a seguinte explicação sobre a diferença entre POBREMA e POBLEMA:

POBREMA: – Quaisquer deficiências, físicas ou psicólogicas. Exemplo: “O Fulano tem pobrema no estrombo”. “A Ciclana tem pobrema nos nelvo”.

POBLEMA: – Questões relacionadas à Matemática, Português e tudo que não seja fisiológico. Exemplo: Aquele poblema de matemática tinha a ver com o Pitágoras.

E a pessoa que explicava tinha a convicção que estava correta. E falava com a maior segurança. E o problema? Onde entra?

Velha Cheirosa

1

Posted by Zica | Posted in Bizarro, Fala que eu te escuto, Sem noção, Velhinhos ou Véios | Posted on 12-07-2010

Tags: , , , , , , , , ,

É um belo domingo de sol na cidade de Itapiroca do São José quando adentra ao hotel onde Zica trabalha, uma senhora. Cheirando a mijo. Exalando urina. Esquelética, com uns peitinhos mirradinhos que encostam na barriga e com lindos dentes amarelados, ela chega à recepção. A blusa verde musgo dá um ar mais embolorado à mulher:

Velha Cheirosa: – Moça, a Teca tá aí?
Zica: – Quem?
VC: – A Teca. Ela é da Bahia.
ZI: – (ahhhhhhhhh claro, como eu poderia esquecer da Teca, a baiana?) Ela é hóspede, senhora?
VC: – Sim.
ZI: – A senhora sabe o nome ou o sobrenome dela?
VC: – Eu conheço ela desde pequena por Teca. Acho que o nome é Terezinha ou Tereza, sei lá. Só sei que ela é da Bahia. Eu sou amiga da tia dela.
ZI: – Temos uma hóspede chamada Teresa e, pelo cadastro, é da Bahia. Só um momento, vou ligar no apartamento. … hmmmmmmmm, não tem ninguém. A senhora vai aguardar?
VC: – Sim.

A velha fica colada no balcão, olhando fixamente para Zica, exalando seu inigualável odor. Zica insiste para que ela sente no sofá e que fique à vontade, mas a velhota não desgruda do balcão:

VC: – Sabe que eu já vim muitas vezes nesse hotel? Sempre venho tomar um café à tarde.
ZI: – A senhora vem aqui há muito tempo?
VC: – Eu nasci em Itapiroca.
ZI: – (não foi isso que eu perguntei)
VC: – Eu vi esse prédio ser construído.
ZI: – Hmmmmmmmmmmm (se isso faz uns quarenta anos… eu fico imaginando a idade da senhora).

Depois de uns vinte minutos, finalmente a “Teca” aparece. As duas conversam e a velhinha avisa que eles estão atrasados para levá-las ao aeroporto. A baiana fica um pouco aflita, mas continua sem pressa. A velha pergunta:

VC: – Você mandou descer as malas?
ZI: – Não. Desculpe, mas a senhora já havia pedido?
VC: – Isso é meio óbvio, né?
ZI: – O mensageiro foi buscar um carro, logo eu peço para ele buscar as bagagens.
VC: – Um carro não cabe no elevador.
ZI: – Não, senhora, não cabe. Eu pedi pra buscar um carro no estacionamento.
VC: – Eu sei, estou brincando com você.

Depois disso, finalmente, a distinta senhora foi embora. Confesso que tive medo de ela babar e sair um veneno mortal daquela boca viscosa. E eu lembrei do filme “Drag me to hell”.

http://www.youtube.com/watch?v=BUZTybLlWKI

Véio Bêbado

2

Posted by Zica | Posted in Bêbados, Fala que eu te escuto, Ouvindo conversa alheia... que feio, Velhinhos ou Véios | Posted on 07-07-2010

Tags: , , , , , , ,

Zica embarca no ônibus na volta do trabalho para casa. Não há lugar para sentar e ela fica em pé, ao lado de um senhor. Ele levanta e oferece o lugar. Ela não aceita. Ele insiste:

Véio Bêbado: – Senta aí, moça.
Zica: – Não, obrigada.
VB: – Aproveita que não é sempre que eu ofereço meu lugar.
ZI: – Não, pode ficar.
VB: – Você tá num estado de graça. Devia aceitar.
ZI: – Não, senhor. Não estou grávida.
VB: – Hmmmmmmmm, desculpa aí, hein? É que você tá com esse vestido solto, achei que fosse uma futura mamãe. Então vou ficar aqui mesmo, sentadinho.
ZI: – …

Logo depois, aparece uma moça com um bebê de colo. O homem novamente se levanta e oferece o lugar. Ela aceita. E provavelmente se arrependeu até o fim da viagem:

VB: – Como é o nome dessa princesinha?
Moça Arrependida: – É Larissa.
VB: – Larissa, cara de lingüiça. Quantos meses tem a LA-RIS-SA?
MA: – Seis.
VB: – Que coisa mais linda. Toma… dá uma balinha de goma pra ela.
MA: – Não, obrigada. Ela não pode.
VB: – Pega. Corta em dez pedaços e vai dando aos poucos. Assim ela não “pega” cárie.
MA: – Não, não.
VB: – Prefere pipoca, então?
MA: – Ela não come nada de comida ainda. Só toma leite.
VB: – Eu não sou bandido não. Isso aqui não é veneno. É pipoca. Coisa boa, coisa que faz bem pra saúde.
MA: – Mas eu não quero, obrigada.
VB: – Eu nunca ia fazer nada pra prejudicar ninguém. Fui bem criado e tenho educação. Muita gente nesse mundo não tem a educação que eu tenho. É raro a gente ver pessoa educada hoje em dia.
MA: – Pois é…
VB: – Aquela loja ali ta enfiando a faca, hein? Comprei uma camiseta igualzinha essa aí por seis reais lá na rua da pracinha e aí ta catorze. Se a gente não procura, paga o pato. E a Larissa-ssá, que tá quase dormindo? Que vida boa, hein Larissa?

Depois de mais algumas pérolas, enfim chegou o destino da moça. E ela deu graças a Deus. Pelo menos o olhar era de alívio.

Não gostei que o tiozinho confundiu minha pança com gravidez… mas… quem mandou eu cultivar o pânceps, né??

Page optimized by WP Minify WordPress Plugin